abril

porque as coisas acontecem

assim

Há de se andar com delicadeza
Tocar com amor, caminhar entre as coisas como quem se atenta aos encantos do mundo
Olhar o horizonte, mas tambem olhar o chão.
Respirar como quem espera o ar entrar e relaxa ao recebê- lo
Seguindo sempre o fluxo das águas.

Essa mostra é um convite a flutuar sobre as águas de dentro e de fora.
Águas que nos banham
Águas que nos nutrem
Águas que dão o tempo das coisas

Águas
Que levam e trazem
Com força e delicadeza
Águas que descansam no horizonte.

O texto da exposição
Simples, delicado e convidativo. Escrito diretamente na parede com a caneta posca

jardim da casa da beira

Investigo nuances
entre a vida e o vestígios da morte

A vida e a morte

o tempo impresso nos objetos
o tempo impresso nas superfícies
acolher o rugoso, os rios, os caminhos abertos pela experiência, pela vida que pulsa incessante
olhar o corpo como memória
como gesto que se inscreveu no corpo da terra e ainda se inscreve
a respiração como ato de vida, mas
também de resistência
de encontro entre a vida e a morte

CAMPINAS, SERAFINA

Faz um tempo que eu tenho pensado que adoraria que alguém viesse dançar no ateliê com essa parede.

Recebi pequenos vídeos feitos pela Bruna, querida, que veio se hospedar no atelie com a sua sobrinha, a Clara, dançarina linda, foi uma emoção.

ESTão aqui

CAMPINAS, livraria candeeiro, ponto de encontro pra quem curte ouvir, sentir e pensar junto. papo leve, profundo e do jeitinho que a vida acontece: sem roteiro.

marajó, encontro CorpoSemente proposto pela artista, fotografa e pesquisadora anne Dias com crianças da Vila de Joanes/Marajó. Ativação da exposição Cartografias possíveis. Edição Águas. Encontro para experimentar, sentir, observar e criar com as sementes. Aprendendo com as crianças. gestos sensíveis.

são paulo, Práticas de presença - a escuta do vento.

As práticas de escuta têm se tornado uma preciosidade nos meus processos de trabalho e encontros. Nesse domingo, pela manhã, em um ato de amor, alegria e resistência, nos encontramos no atelie-casa da Carol e do Vitor, do projeto @gramaticasdanatureza, meus amigos e parceiros queridos de vários projetos, para escutar o vento.

Acordar o corpo na conexão do primeiro e último gesto da vida. O sopro. A respiração. Os fluxos de ar que se movem dentro e fora de nós. Quando o corpo se move, flui , gesta o movimento e os fluxos de ar, surge um encontro, a conexão do dentro e do fora.

Nos movemos no espaço, movemos o vento e o corpo com os leques, contemplamos as sombras, as árvores tocadas pelo vento, e umas as outras pessoas em uma cumplicidade de gestos que compuseram os desenhos e o tempo que nos desenhamos no corpo da terra. Foi lindo!

Agradeço profundamente o convite da Carol para a gente oferecer juntas essa proposição, agradeço as pessoas que vieram e estiveram abertas e disponíveis para a experiência. Ao vento que nos brindou em vários momentos e a partilha sempre tão rica de percepções e sensibilidades.

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