abril

porque as coisas acontecem

assim

Há de se andar com delicadeza
Tocar com amor, caminhar entre as coisas como quem se atenta aos encantos do mundo
Olhar o horizonte, mas tambem olhar o chão.
Respirar como quem espera o ar entrar e relaxa ao recebê- lo
Seguindo sempre o fluxo das águas.

Essa mostra é um convite a flutuar sobre as águas de dentro e de fora.
Águas que nos banham
Águas que nos nutrem
Águas que dão o tempo das coisas

Águas
Que levam e trazem
Com força e delicadeza
Águas que descansam no horizonte.

O texto da exposição
Simples, delicado e convidativo. Escrito diretamente na parede com a caneta posca

  • Agradecimentos

    Casa da Beira
    Ateliê Caroço - Jô e Lupa
    Tio Mário
    Dona Consolita
    Sr Edgar Gomes
    Dona Neide
    Roberta Miranda
    Lúcia
    Cássio
    Bichão
    Padre
    Dona Oci

    Aos amigos que me acolheram aqui em Joanes
    Aos professores e funcionários da escola e a Alessandra por me abrir as portas da escola.
    Ao Moisés por me permitir gravar o vídeo do remendo de rede
    Aos funcionários da casa da Beira, Val, Seu Carlos e Bruno
    Às aguas, ventos, chuvas
    Aos meus amigos de Agua boa que me acolheram e deram suporte.
    A Deuri que está recebendo as pessoas no espaço cultural
    E a todes que tem vindo compartilhar do espaço.

jardim da casa da beira

  • foi sendo feito com muito carinho, plantas de diversas espécies que foram trazidas para cá, outras que surgiram de forma espontânea e que acabaram ficando, como as citronelas que vieram misturadas as cidreiras. muitos vasos, árvores frutíferas, manga, pitanga, urucum, e outras.

    Do portão até a casa um longo corredor acompanhado de árvores frutíferas e outras plantas em um jardim pensado minuciosamente, cada tempo, cada detalhe.

    Em uma caminhada lenta surge o urucum, a pitanga, a manga, e outras árvores de folhagens grandes integram os seres viventes do jardim.

    Os muros cobertos de uma trepadeira de pequenas folhas, alterna-se com as folhagens dos vasos de cima da bancada. Tom sobre tom. O deck de madeira também é invadido pelas pequenas folhas Como brotamentos do chão. Gestos sensíveis de existir que acolhem o olhar ora nos muros verdes ora nos outros verdes do jardim.

    Os desenhos das paredes se misturam ao jardim criando cenários e afetos. Pequenos insetos, aranhas, formigas, habitam as plantas calmamente em estado de ser. Nem percebem a minha existência ou se percebem não se importam. Permanecem ali, imóveis. Me encantei com as plantas com o caule inclinado, caminham rente ao chão até que sobem em uma inclinação de quase noventa graus e de dali surgem as folhas grandes que parecem buquês gigantes. O jardim da casa da Beira tem vista para as águas, fundo de rio, tem momentos que parecem ser emoldurados pelo rio.

    Descem e sobem incorporando nas madeiras da construção, se misturam aos caminhos e criam molduras psra as paisagens.

    Algumas palmeiras da entrada mostram suas raízes aéreas que me lembram o mangue, mas são mais retinhas, flores vermelhas minúsculas brotam na frente da parede verde, um tronco todo retorcido com buracos e desenhos incriveis carregam meus olhos para as linhas e fico fabulando os seres que devem morar ali dentro. Os visíveis e os invisiveis.

    Espada de São Jorge, e muitas outras plantas tecem o jardim. Entre encontros e desencontros, entre cheios e vazios faz-se pleno e cheio de histórias.

Investigo nuances
entre a vida e o vestígios da morte

A vida e a morte

o tempo impresso nos objetos
o tempo impresso nas superfícies
acolher o rugoso, os rios, os caminhos abertos pela experiência, pela vida que pulsa incessante
olhar o corpo como memória
como gesto que se inscreveu no corpo da terra e ainda se inscreve
a respiração como ato de vida, mas
também de resistência
de encontro entre a vida e a morte

CAMPINAS, SERAFINA

Faz um tempo que eu tenho pensado que adoraria que alguém viesse dançar no ateliê com essa parede.

Recebi pequenos vídeos feitos pela Bruna, querida, que veio se hospedar no atelie com a sua sobrinha, a Clara, dançarina linda, foi uma emoção.

ESTão aqui

CAMPINAS, livraria candeeiro, ponto de encontro pra quem curte ouvir, sentir e pensar junto. papo leve, profundo e do jeitinho que a vida acontece: sem roteiro.

marajó, encontro CorpoSemente proposto pela artista, fotografa e pesquisadora anne Dias com crianças da Vila de Joanes/Marajó. Ativação da exposição Cartografias possíveis. Edição Águas. Encontro para experimentar, sentir, observar e criar com as sementes. Aprendendo com as crianças. gestos sensíveis.

são paulo, Práticas de presença - a escuta do vento.

As práticas de escuta têm se tornado uma preciosidade nos meus processos de trabalho e encontros. Nesse domingo, pela manhã, em um ato de amor, alegria e resistência, nos encontramos no atelie-casa da Carol e do Vitor, do projeto @gramaticasdanatureza, meus amigos e parceiros queridos de vários projetos, para escutar o vento.

Acordar o corpo na conexão do primeiro e último gesto da vida. O sopro. A respiração. Os fluxos de ar que se movem dentro e fora de nós. Quando o corpo se move, flui , gesta o movimento e os fluxos de ar, surge um encontro, a conexão do dentro e do fora.

Nos movemos no espaço, movemos o vento e o corpo com os leques, contemplamos as sombras, as árvores tocadas pelo vento, e umas as outras pessoas em uma cumplicidade de gestos que compuseram os desenhos e o tempo que nos desenhamos no corpo da terra. Foi lindo!

Agradeço profundamente o convite da Carol para a gente oferecer juntas essa proposição, agradeço as pessoas que vieram e estiveram abertas e disponíveis para a experiência. Ao vento que nos brindou em vários momentos e a partilha sempre tão rica de percepções e sensibilidades.

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