maio
chegou chegando
campinas
participação como artista convidada na disciplina: Documentos de Percurso: registros e reflexões em processos visuais ministrada pela artista e pesquisadora Viga Gordilho, UFBA.
praticas com cerâmica com o artista Afranio Montemurro.
acompanhamento do grupo derivado do projeto 'derivas' - com artistas de vários lugares do Brasil
são paulo
“Tudo Pertence — Diálogos com a Natureza”* das artistas Claudia Oliva @claudiafcoliva e Luciana Pinheiro @luciana_apinheiro.
Mais que uma mostra, esta semana foi pensada como um campo de encontros, contemplação e experiências sensíveis, onde arte, natureza, som, presença e percepção se entrelaçam em diferentes camadas.
Sob a curadoria sensível de Valéria Scornaienchi @valeriascornaienchi e com a participação de profissionais incríveis que somam seus saberes e práticas, a programação amplia as perspectivas das obras e convida o público a atravessar a exposição de forma viva, sensorial e contemplativa.
Olha de perto ...
Ainda mais perto ...
Um pouquinho mais perto.
Sentir a textura com os olhos
Desenhar cada linha passeando com o olhar
Olhar até sentir o cheiro
O peso
Olhar até ouvir os sons
Perceber o que está invisível
Investigar os moradores invisíveis de cada um desses seres
As alianças
Os encontros
Procurar os sulcos
Atravessar as entranhas
Desenhar é sobre isso.
O que sobra depois de um encontro intenso e profundo com os seres mais que humanos.
Imagens feitas na ilha do cardoso em 2025 com os queridos Carol e Vitor @gramaticasdanatureza
marajó
A mostra cartografias possíveis - Edição águas termina no final de Maio.
Uma das coisas que eu mais queria que acontecesse com essa mostra é que ela se mantivesse viva até o final. Com ativações com a comunidade local e as visitas de amigos e pessoas que visitam Joanes.
Com a minha agenda cheia não foi possível voltar a Joanes para o final da mostra, o que me deixou profundamente triste, mas com o coração tranquilo pela possibilidade de ter a exposição ativada por amigos queridos e fotografada no final pela querida @nathaliaalmeidaatelier
Amigos que mesmo com a agenda lotada se disponibilizaram para ativar a exposição. Nem sei como agradecer aos queridos Miguel Chikaoka @mchikaoka e Alexandre Sequeira @arsequeira pela parceria e amizade.
'cartografias possiveis - Edição águas'
em Joanes, no Marajó.
um encontro aberto para pessoas interessadas em saberes ancestrais, experiências sensoriais e partilhas da terra e que queiram se conectar com esse campo de relações afetivas e curativas com as plantas.
A querida Jonise, vai recever as erveiras
Ziloca Lisboa, Maricleide Lisboa, Consolita Frazão, Irene Cohen, Dona Onci, Vera Lúcia Barbosa, Olga dos Santos e Taiani Souza; para esse encontro mais que especial.
Cartografias possiveis
Venho pensando nos últimos anos em como habitar o mundo. Olhando para a forma como habitamos as cidades, como construímos as cidades, destruindo biomas, as lógicas de consumo, e as questões dadas pelo antropoceno, capitaloceno, plantantionceno... Tenho tentado compreender como olhar para outras relações possíveis. Considerando que não há o que pode ser feito em muitos aspectos, quais são as possibilidades e devires para uma nova forma de habitar? Como se relacionar? Como compreender os estados de ser que permitem que gaia respire, e tenha seus fluxos preservados? Um mundo onde tudo caiba, com menos hierarquias, menos classificações, sem distinções de qualquer ordem. Como acolher as existências mais que humanas no cotidiano da cidade?
Esses desenhos são tentativas de fabular essas formas de vida a partir do devir floresta e do devir cosmo como dois lugares de absoluta liberdade de existência, caos e ordem, luz e escuridão.
Fazer essas cartografias é uma forma de experienciar possibilidades de encontros inusitados e relações não lineares, e sensíveis de existir e resistir. É persistir nos encontros, e resgatar do passado o que ainda se faz necessário e abrir espaço para que novas conexões e reflexões sejam sempre possíveis. Veja o ensaio completo na revista ARTERIAIS, UFPA. V.12, N.23, 2026 @revista.arteriais
Das peles que me habitam, 2021
Experimento 2
Da conexão com o sagrado
ANCESTRAIS
Interessada em convocar mais intensamente o corpo na relação com a pedra, com a folha e com o desenho comecei a desenhar com nanquim líquido na minha pele na pedra e na folha. Desenhos que significam a conexão com as estrelas, os caminhos que tomamos, núcleos de vida e as constelações que nos guiam. Pensamentos sistêmicos que guiam meu percurso de vida e arte.
Depois fiz as imagens na relação com o meu corpo, a folha e a pedra.
Esses encontros comigo mesma , as plantas, pedras e os pigmentos são um ritual. Um tempo de conexão profunda que se sobrepõe ao resultado final. O que apresento aqui são imagens que contam sobre esse encontro.
Das peles que me habitam, 2026.
O reencontro com esses processos me fez pensar novos encontros entre o caderno de registros e as plantas. Construções de afeto e coexistência como eu já havia feito com o corpo.
Cada vez que nos aproximamos de um trabalho ele nos traz novas possibilidades quando o ouvimos.
Fiquei pensando em como quando temos o pensamento circular as coisas são atemporais elas ficam orbitando em espiral. E se sobrepõe de outras formas quando nos dispomos a ouví-las.
Agradeço profundamente a querida Viga Gordilho por me fazer esse convite de revisitar esse trabalho para compartilhar os processos e mesas com seus alunos da pós.
@viga_gordilho_art