Valéria Scornaienchi

n. 1970

arte e vida se confundem, e na busca de um lugar descolonizado a artista encontra na contemplação, escuta e intimidade uma forma de estar no mundo. De se conectar com seres mais que humanos e humanos em uma tentativa de estabelecer encontros da ordem do afeto.

O ateliê serafina é o espaço onde tece demoradamente experimentações e abre um espaço floresta, lugar de compartilhamentos e encontros em torno do sensível. 

Trabalha em cocriação com plantas, fungos, pedras, rios, ventos, pássaros e humanos de forma que as questões de autoria são questionadas, o que faz com que seus projetos tenham cada vez mais uma natureza coletiva.  Trabalha em parceira com outros artistas e entende os encontros como o próprio trabalho. 

As exposições derivam de arquivos construídos ao longo do tempo e dialogam com questões relacionadas ao antropoceno e a sobrevivência da humanidade na terra assim como de todos os seres mais que humanos. Encontra nas residências e incursões para investigar a paisagem um campo de pesquisa tanto na relação com comunidades quando na contemplação e apreensão da paisagem pelo próprio corpo, e nos livros de artista um campo de experimentação e afeto. 

contato: vms151070@gmail.com

e nós

a maior parte do meu trabalho é produzido no ateliê. trabalho diariamente. o ateliê funciona como um espaço de experimentação, encontros e compartilhamentos. o ateliê fica na região central de campinas, em um edifício ícone da década de 50, tombado, de frente para a praça carlos gomes, e é aberto à visitação com agendamento e oferece residência artística eventual.

encontros

acredito no potencial dos encontros. Compartilhamentos de experiencias e processos me interessam muito. Costumo fazer isso de forma presencial no ateliê e online.  Receber pessoas, ouvir, falar, experimentar junto, e pensar juntos em como fazer florestas na cidade. Diminuir o ritmo, ampliar os encontros e afetos. 

publicações

agora eu ouço os sabiás

O diário/catálogo/livro de artista é uma publicação pensada para compor o projeto ‘agora eu ouço os sabiás’, uma exposição selecionada no edital da Galeria da Faculdade de Artes Visuais (FAV) da Universidade Federal de Goiás. O projeto foi criado a partir da experiência da artista na residência artística do Mirante Xique-Xique, Igatu, Bahia, em 2022. O nome ‘agora eu ouço os sabiás’ vem da experiência vivida em Igatu. A artista acordava todos os dias com o canto do sabiá barranco e laranjeira, fato que a instigou a fazer uma pesquisa sobre o canto desses pássaros tão abundantes no território brasileiro e que também podem ser ‘ouvidos’ no livro por meio de QR code.

foto rosana torralba

Tudo se refaz

Projeto se deu a partir de um buquê de flores que a artista recebeu na pandemia e de algumas espécies coletadas nas suas caminhadas. Durante um ano a artista observou a jornada dessas plantas. Investigou poeticamente e registrou por meio de desenhos, fotos e da própria materialidade das plantas, seus vestígios com intuito de perceber como se comportam em seu tempo de vida e sobrevida. É um livro cíclico e maleável em que fotografias e desenhos contaminados como linguagem se dobram e nos convidam a circundar, a movimentar as páginas e a olhar por dentro, avistando espessuras de cores que nos deixam entrever coisas nunca terminadas e um estado latente de recomeços. “Jardins e ateliês, por alguma razão secreta, mantêm muitos graus de afinidade e parentesco. Sentimo-nos enfeitiçados nesses espaços porque neles está contida uma premissa, a duração de tempo, de memória e imaginação. Fora da racionalidade intrépida, movem-se irmanados, cúmplices de uma metamorfose, em ritmo lento, quase invisível a olhos nus. Nesses espaços de jardins e ateliês tudo pode ser eternamente recombinado. Tudo se refaz. Não há começos, mas recomeços, renascimentos e recriações”. Fabiana Bruno, curadora do livro.

Um sentimento de alegria
me invade
quando eu penso
nesse projeto lindo,
sensível e que permite
muitas reflexões.

Cartaz Feira SUB 

Projeto em parceria com as queridas Marcela e Fabiana Pacola para a FEIRA SUB/2017. Toda a identidade visual da feira SUB feita por Fabiana Pacola Ius, contou com desenhos feitos especialmente para esse projeto.

portfolios independentes criados para alguns projetos e atividades