outubro
“A floresta que habita mim saúda a floresta que existe em você.”
casero residência
campinas - parque nacional de itatiaia
Cheguei no parque nacional de itatiaia e me perdi no caminho, mas certo dizer que me achei na floresta, fui tomada por uma sensação tão profunda que fui indo sem rumo para onde o meu coração mandou, simplesmente parei de olhar o GPS. Abri os vidros deixei o ar da floresta entrar e me deixei ir. Demorei a perceber que estava no caminho errado, mas percebi na hora a força da floresta. Chegou fundo do meu coração.
Ia me movendo lentamente tentando sentir a presença das plantas no corpo todo, impregnada pelo aroma, cheia de memórias e conexões que surgiram como que por encanto.
A floresta mora em mim há muitos anos mas cada vez que entro na floresta sinto o privilégio da presença e da lembrança de ser também floresta.
Acompanhei os pássaros e os insetos do entardecer desenhando os sons. Acordei com a sinfonia da manhã. Um acalento para manhãs tenebrosas, uma ajuda para seguir no amor, na presença e na esperança de lucidez.
casero - residência
Em Cartografias Possíveis - Edição floresta, a artista @valeriascornaienchi propõe cartografar os seres a partir de conexões afetivas, sensíveis e poéticas. Uma escuta profunda na floresta do Itatiaia para investigar, de forma coletiva e afetiva, as relações entre as águas, ventos, plantas, animais, fungos e encantados.
As folhas das árvores, os galhos, entrelaçamentos, simbioses, chão de floresta.
O corpo se acomoda no que inicialmente parece incômodo mas em pouco tempo é a extensão do próprio corpo.
Dos desenhos e gestos que me habitaram essa semana na residência.
marajó
Essas imagens são da exposição 'cartografias possiveis - edição águas' que está no centro cultural casa da beira em Joanes no Marajó.
As ervas que nos curam e nos protegem. Que alteram a nossa energia e a nossa saúde. A maior alegria foi trazer essa instalação das ervas para a exposição em diálogo com as erveiras D. Condolita, Jonise e Roberta Miranda.
A instalação segue viva, em diálogo com as pessoas que visitam a mostra.
cartografias possíveis, começou em março, e continua
27.10.2026
belém
O encontro como busca do desconhecido, do invisível, do indizível, dos outros tempos.
O encontro como potência de vida e de conexões.
Eu arrumo os galhos, as folhas, as sementes, as pétalas, as pedras. Amarro sementes, galhos com ráfia, penduro nas paredes como quem quer guardar, fazer sagradas todas as vidas.
As caixas cheias de outros tempos, de gestos de pequenos insetos que surgem nas sementes e folhas. Existências mínimas, quase invisíveis.
Fluxos recebe Valéria Scornaienchi para dois encontros sobre arte, natureza e criação coletiva
Valéria conduz um encontro de práticas sensíveis com sementes, propondo experiências de escuta, partilha de memórias e criação coletiva.
palestra A escuta do mundo – arte e vida em processos criativos, convidando o público a refletir sobre as conexões entre arte, natureza, afetos e as diferentes maneiras de habitar o mundo.
FLUXOS – MIGUEL CHIKAOKA
visitação: 30 de outubro de 2026 a 14 de fevereiro de 2027
Centro Cultural Banco da Amazônia – Galerias 2 e 3, Belém (PA)
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